quarta-feira, 7 de julho de 2010

BlitzKrieg

A arma de guerra mais conhecida da Alemanha é o Panzer. O Tanque alemão da Segunda Guerra. Sua eficiência era devastadora, não porque era o melhor veículo blindado da época (França e União Soviética tinham tanques melhores), mas porque seus ataques relâmpagos, chamados de Blitzkrieg, eram combinados com a infantaria e apoio aéreo.
Os passos para vencer eram i) atacar diretamente a as linhas inimigas; ii) penetrar as linhas inimigas e iii) circular e aniquilar as linhas inimigas.
Funcionou bem, em poucos meses os nazistas tomaram quase toda a Europa.
A seleção alemã dessa copa parece que faz o mesmo, atropelou defesas adversárias sem tomar o menor conhecimento, primeiro Austrália (4x0), Inglaterra (4x1) e Argentina (4x0).
O time alemão não tem os melhores blindados da copa (Schweinsteiger é um belo de um Panzer IV), nem a melhor aeronáutica, nem a melhor infantaria e nem a melhor artilharia. Tem a melhor tática de guerra. Evoluída ainda por cima.
O time germânico se caracterizou, nessa copa (nos seus melhores jogos) pela pressão inicial em fazer o gol, visando penetrar nas defesas adversárias, após isso, tendo conquistado as melhores posições no terreno (abrindo o score), se fechava e varria os adversários com um contra-ataque mortal, aniquilando as possibilidades de retomada do campo. Das cinco batalhas disputadas, a tática funcionou em três. Gana perdeu porque não tinha melhores tanques, sérvia resisitiu à invasão com seus partizans e ganharam a batalha.
A evolução alemã se caracteriza pela sua forte defesa, impenetrável (apenas dois gols sofridos na copa), e pela sua bem definida estratégia de jogo, inteligentemente concatenada pelo seu treinador "comedor de caquinha".
A Espanha tem um exército mais qualificado e, em condições normais de temperatura e pressão, deveria ganhar o jogo. No entanto, a Fúria terá que resistir à Blitzkrieg inicial, não pode deixar a rápida infantaria alemã penetrar nas suas linhas, tem que se prevenir contra os ataques aéreos destruindo suas bases (evitar os cruzamentos) e estar atento aos veteranos de guerra, sobretudo Klose. Ah! Óbvio! Não pode tomar o gol no início do jogo!
Acho que a Alemanha, sem o gol no começo, é um time normal, que jogará, quando muito, apenas de igual para igual com seu adversário. O problema é sua Blitzkrieg, mas Espanha sabe disso e deve estar preparada...
O resultado é imprevisível, a única certeza que tenho é que será uma batalha épica.

Nenhum comentário: